Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

 

 

 

Cada época sonha não apenas a próxima, mas ao sonhar, esforça-se em despertar. Traz em si mesma o seu próprio fim e o desenvolve – como Hegel já o reconheceu – com astúcia. Com o abalo da economia de mercado, começamos a reconhecer os monumentos da burguesia como ruínas antes mesmo do seu desmoronamento.

Walter Benjamin, Passagens



afonso ferreira às 11:49 | link do post | comentar
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1 comentário:
De omeuinstante a 11 de Outubro de 2010 às 20:08
Um excerto interessante de Passagens. Tendo como pretexto a capital do séc XIX, Paris, Benjamin analisa o mundo em que vivemos.
Só despertando se sonha o futuro , em cada presente. E o desenvolvimento de cada época passa pela astúcia (auto-criação), numa mistura de manha e arte.
A dialéctica hegeliana (da negatividade) apresenta o desenvolvimento da História em espiral e não em linha recta, mas a economia de mercado lixa sempre tudo, reduzindo o homem a uma mercadoria.
Assim sendo, resta-nos despertar pelo sonho as utopias possíveis.


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