Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

 

A todos um ano novinho em folha para espatifarem como vos aprouver.

 



afonso ferreira às 03:46 | link do post | comentar | ver comentários (6)
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Já destruíram de forma inequívoca o coração no passado, não há dúvida quanto a isso. As histórias que contaram um ao outro comprovam-no. Uns enganos com custos pesados para a armadura sentimental. Erros, más escolhas. Já confessaram mutuamente estarem com o coração aos pulos mas os calafrios mantêm-se. Fazem tudo o que a prudência desaconselha. Se não dormem juntos uma noite é um drama, contam aos quatro ventos que estão apaixonados, apresentam amigos, mudam para um tarifário que os permite falar à borla a todas as horas do dia, apanham aviões, desaparecem. Um diz mata, o outro diz esfola. Se corre mal já sabem o desfecho, não há cura.



afonso ferreira às 01:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Peeping Tom, Michael Powell, 1960



afonso ferreira às 23:55 | link do post | comentar
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O ano que cataloguei como horribilis II (sim, já houve outro antes e foi tão mau que por comparação este até foi doce) está a finar e ainda bem. Nunca vi um ano com tanta bullshit. Apre.



afonso ferreira às 22:37 | link do post | comentar
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afonso ferreira às 19:24 | link do post | comentar
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Viaggio in Italia, Roberto Rossellini, 1953

 

 



afonso ferreira às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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O que me salva são as viagens no eléctrico. Esta tarde ao tornear as colinas em profunda melancolia pegajosa e na tentativa falhada de chegar a uma decisão, uma ideia surgiu – pedir uma cidade emprestada para conquistar novas perspectivas. Este blog vai trocar Lisboa por Roma e iniciar o ano novo a brindar com os romanos.


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afonso ferreira às 02:14 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

O sistema anti-fedelhos das máquinas de tabaco.



afonso ferreira às 21:05 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Uma vez ouvi alguém dizer com pesar que lamentava aqueles que passaram pela vida académica sem nunca conhecer um bom professor. Hoje é a minha vez de lamentar aqueles que passa(ra)m pela vida sem nunca viver um grande amor.



afonso ferreira às 19:45 | link do post | comentar
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Ando a viver a mais e a escrever a menos.



afonso ferreira às 13:46 | link do post | comentar
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

 

Depois de uns dias fora, volto e encontro a casa chateada. Não gosta de ser votada ao silêncio, dá-se mal com a ausência do dono, recusa-se a ouvir as minhas desculpas. Faço-lhe cócegas nos interruptores, danço desengonçado no corredor, dou-lhe palmadinhas no estuque. Nada. A casa está chateada, não se comove por truques circenses baratos.



afonso ferreira às 14:10 | link do post | comentar
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Dizes-me que ainda estamos a escrever o nosso mapa e eu concordo. Por ti já quebrei uma série de regras quando me atirei de cabeça sem qualquer direcção.



afonso ferreira às 18:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Relógios, guarda-chuvas e frutas cristalizadas



afonso ferreira às 15:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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The Cyclist, Mohsen Makhmalbaf



afonso ferreira às 12:54 | link do post | comentar
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Garanto que sou muito melhor pessoa no Verão.



afonso ferreira às 12:02 | link do post | comentar
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Na mesma semana duas boas notícias – o lançamento da revista de contos Antologia e a abertura do concurso de bolsas de criação/investigação literária do Centro Nacional de Cultura.



afonso ferreira às 10:30 | link do post | comentar
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Fazias-me falta e eu não sabia.



afonso ferreira às 01:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

É certo que ele esteve presente; mas não trouxe com ele palavras solenes, nem rostos alegres, nem augúrio feliz.

Metamorfoses, Ovídio



afonso ferreira às 23:55 | link do post | comentar
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Entretanto, senhoras e senhores, as Boas Festas.

Jorge de Sena

 

 



afonso ferreira às 23:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Perguntam-me se já me enganei «completamente» acerca de alguém. Tento encontrar uma resposta. Tive algumas grandes decepções, é verdade. E sempre com pessoas competitivas, cínicas e agressivas. Mas nunca ignorei que fossem competitivas, cínicas e agressivas; não estava completamente enganado. Achei foi que essas pessoas não seriam competitivas, cínicas e agressivas comigo. Não me enganei acerca da natureza delas, enganei-me acerca da natureza. Pedro Mexia, aqui.



afonso ferreira às 23:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

 

 

 

em que perdemos a noção dos dias.



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afonso ferreira às 17:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

 

A mesma expressão encontrava-se, de resto, para onde quer que se olhasse, no rosto dos restantes espectadores. Porém, quando o fulgor da última sequência de imagens se dissipou de rompante, as luzes se acenderam na sala e o campo das visões se transformou numa tela vazia diante dos olhos da multidão, nem palmas eles puderam bater. Ninguém estava lá para receber a ovação, ninguém que se pudesse chamar ao palco para agradecer a mestria da representação. Os actores, que ali havia contracenado para fruição da assistência, há muito que estavam dispersos pelos sete ventos. O que ali se vira era tão-só sombras da sua produção, milhões de imagens fixadas instantaneamente, segmentos de acções que se restituíam depois do tempo, num ritmo alucinante, da forma como queríamos e as vezes que quiséssemos. O silêncio que a multidão mergulhara após a ilusão tinha qualquer coisa de letárgico e repulsivo. As mãos esquecidas no colo, impotentes, estavam diante do nada. As pessoas esfregavam os olhos, olhavam fixamente para a tela, envergonhavam-se de tanta luz e desejavam regressar à escuridão, na esperança de voltarem a ver, na esperança de depararem com coisas que, embora não pertencendo ao passado, eram transplantadas para o presente e retocadas pela música.

A Montanha Mágica, Thomas Mann



afonso ferreira às 01:27 | link do post | comentar
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Não sei o que será pior, se o cego que não quer ver, se o louco que nega estar insano.



afonso ferreira às 01:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Procuro alma para partilhar insónias.



afonso ferreira às 00:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

 

 

Poema inacabado e inédito do marido da poetisa, Ted Hughes, revelado recentemente, revisita os últimos momentos de Sylvia Plath e os acontecimentos dos dias anteriores, quando ele recebeu, antes do tempo, uma nota de suicídio. Last Letter é uma espécie de epílogo perfeito para uma tragédia de contornos shakespearianos: uma confissão.

Via Mundo Pessoa

 


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afonso ferreira às 04:11 | link do post | comentar
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...mas a pensar que gostava era de estar acolá e acompanhado. Troco palavras escritas por sussurros nos ouvidos.



afonso ferreira às 00:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

 

Com a chegada da noite, o nevoeiro abraçou a cidade, avenidas, ruas, prédios, carros e habitantes envoltos em vapor, o rio a desaparecer pelo céu, a cidade a fugir pelos miradouros abaixo. O trânsito frenético, pára-arranca, pára-arranca, a minha urgência em chegar ao destino. Na esquina, em frente ao largo das cautelas, um homem desmaiado, um sono trágico, uma desistência no sítio errado. Muitos corpos à volta do corpo na calçada, ligam para ambulâncias, chamam a autoridade, coçam a cabeça, o que haveria de acontecer, pensam, no alívio de não terem sido eles a sofrer tal desgraça. No pára-arranca, fico imobilizado perto do homem e da pequena multidão, a desgraça para lá do vidro embaciado. O homem assemelha-se a uma criança, sou vítima de um fenómeno óptico, é o nevoeiro com certeza que desperta o meu imaginário, é alto o homem que dorme, nem novo nem velho, mas tão jovem não será. Mas com tantos corpos em pé, aquele que ali está deitado encolheu na fragilidade da situação, escorrega-lhe o peso da identidade pelos interstícios da calçada. Não há quem se ajoelhe para lhe dar dimensão, uma alma que lhe pegue na mão enquanto a ajuda não chega, ninguém oferece o colo para pousar a cabeça que assim no empedrado húmido nem parece humana. Quando o trânsito avança mais uma vez, o homem já não é mais do que um corpo que se carrega facilmente ao colo, leve como o nevoeiro. O carreiro de latas fumegantes continua a guerrear rua abaixo enquanto penso no destino, mais buzina, menos buzina.



afonso ferreira às 23:29 | link do post | comentar
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afonso ferreira às 21:51 | link do post | comentar
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Nevoeiro matinal com perspectivas de abertas ao longo do dia.



afonso ferreira às 14:37 | link do post | comentar
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Às cinco da tarde penso que a lucidez é a minha cruz, às cinco da manhã que é o que me salva.



afonso ferreira às 05:12 | link do post | comentar
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