Sexta-feira, 27 de Julho de 2012



Uma mentira estraga mil verdades.



afonso ferreira às 11:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Relvas foi sempre «dos últimos a deitar-se e dos primeiros a acordar». Talvez por isso, na sua já longa carreira política, até chegar a ministro-adjunto, só por duas vezes se viu em apuros. A primeira foi em meados dos anos 90, quando presidia à Comissão Parlamentar de Juventude. Embora alguns colegas do PSD assegurem à Visão que «os seus discursos tinham ghost-writers de peso», a verdade é que o discurso proferido pelo deputado Miguel Relvas no estabelecimento prisional de Coimbra não começava da forma mais adequada: «Quero agradecer esta oportunidade: é sempre bom conhecer os presos no seu habitat natural». Seguiram-se anos de justificado silêncio parlamentar.



afonso ferreira às 02:51 | link do post | comentar
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2012




afonso ferreira às 00:14 | link do post | comentar
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Terça-feira, 24 de Julho de 2012

Acusaram-me de ser mitómano pela primeira vez. Toda a vida fui acusado e tive problemas exactamente com o contrário, detesto a duplicidade, a falha no discurso, a mentira proveitosa, a história mal contada, o carácter frouxo. E nem sempre sou meigo quando aponto o dedo, para dizer a verdade raramente sou, ao ponto de já ter perdido a razão só pela forma como reagi. Tive dezenas de problemas e situações que nasceram sempre da mesma premissa, uns acabaram bem, muitos acabaram terrivelmente mal com amizades perdidas e comigo a bater portas no trabalho. Sei que é talvez a minha principal característica e talvez a que mais me orgulhe e defina, mas também o meu calcanhar de Aquiles, é onde tentam acertar para me atingir o coração, é a única coisa que é capaz de me fazer sofrer. De tal forma esta premissa é constante que já inventei frases para minha lápide a gozar com o assunto. Quando me acusaram de mitómano confesso que tive de ler sobre o assunto, tinha só uma ideia vaga do significado da palavra ou o sentido em que podia ser proferida. E só quando acabo de pesquisar e ler sobre percebo finalmente que a condição (doença) psicológica assenta como uma luva a a quem me acusou e que no fundo é só mais uma situação igual a todas as outras. 



afonso ferreira às 06:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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A vida tem piada. A sério que tem. É só atentar nos pormenores, prestar atenção ao ritmo circense do mundo.






afonso ferreira às 03:40 | link do post | comentar
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012


afonso ferreira às 21:36 | link do post | comentar
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Domingo, 22 de Julho de 2012

Nos restaurantes discutimos
qual de nós pagará o teu funeral

ainda que a verdadeira pergunta seja
se farei ou não de ti um ser imortal.

Neste momento só eu
posso fazê-lo e assim

levanto o garfo mágico
sobre o prato de carne e arroz frito

e cravo-o no teu coração.
Há um pequeno estalido, um zumbido

e da tua própria cabeça fendida
emerges incandescente;

o céu abre-se
uma voz canta O Amor É Uma

Coisa Esplendorosa
circulas suspenso por cima da cidade

com um fato azul e uma capa vermelha,
os teus olhos brilhando em uníssono.

Os outros comensais olham-te
alguns com temor, outros só com aborrecimento:

não conseguem decidir se és uma nova arma
ou apenas outro anúncio.

Quanto a mim, continuo a comer;
gostava mais de ti como eras,
mas tu sempre foste ambicioso.

 

Margaret Atwood





afonso ferreira às 08:51 | link do post | comentar
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Dizer e dizer há meses a mesma coisa e mesmo assim nenhum resultado. A estupidez de algumas pessoas deveria ser um caso de estudo.



afonso ferreira às 03:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Começar o dia a ter uma conversa com o gerente do supermercado do bairro a pedir para regarem as plantas. 



afonso ferreira às 14:45 | link do post | comentar
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O projecto da sinalização do Taguspark, destinado a identificar a localização das empresas instaladas no interior do parque tecnológico, poderá originar uma nova investigação do Ministério Público ao complexo empresarial situado em Oeiras. Segundo apurou o CM, uma auditoria externa às contas da anterior administração, presidida por Américo Thomati, detectou irregularidades naquele projecto, e os resultados já foram remetidos ao Ministério Público. Em causa está uma sinalização que terá custado quase um milhão de euros, mas que nunca foi apresentada e que se encontra num armazém.

 

Lembram-se desta notícia? Ontem garantiram-me que a sinalização continua a apodrecer no tal armazém. É hilariante. Esta é uma das muitas irregularidades detectadas. Um milhão para o lixo. Vá, falem lá da despesa pública...



afonso ferreira às 12:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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O tempo passa e agora surgem pessoas de todo o lado a contar histórias, a fazer queixas, a denunciar esquemas, a maldizer. Mas onde é que elas andavam há uns tempos? Alguma fez uma queixa nas entidades competentes? Alguém publicou nos jornais? Alguém tomou alguma acção concreta? A impunidade começa assim, muita gente descontente a falar mas ninguém a fazer nada.



afonso ferreira às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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afonso ferreira às 09:47 | link do post | comentar
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Os livros podem ser objetos admiráveis e alguns deles estão na exposição 'Tarefas Infinitas - Quando a Arte e o Livro se Ilimitam', que se inaugura hoje no Museu Gulbenkian, em Lisboa. A mostra é organizada pelo Museu Gulbenkian em colaboração com a Biblioteca de Arte Gulbenkian, e com curadoria de Paulo Pires do Vale. Partindo do espólio do colecionador Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955), "que procurou, investigou e adquiriu obras de arte e livros excecionais, não apenas pelo seu conteúdo informativo, mas pela sua beleza e criatividade artística".



afonso ferreira às 09:39 | link do post | comentar
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

 

 

A Feira Franca na Avenida da Liberdade

Litografia colorida, José Ribeiro Cristino Roque Gameiro

 

Litografia colorida representando a Feira Franca realizada na Av. da Liberdade em 1898, por ocasião das comemorações do IV Centenário da India. A gravura representa toda a zona correspondente à actual Praça Marquês de Pombal, preenchida pelos pavilhões da feira, formando um recinto poligonal, que se estendem, para sul, aos últimos quarteirões da Avenida da Liberdade, onde circulam charrets e "Americanos". A norte, limitada pelo edifício da Penitenciária e pela Quinta da Torrinha, pode ver-se a área rústica de terras de semeadura e olivais que veio a ser posteriormente ocupada pelo Parque da Liberdade, rebaptizado Parque Eduardo VII por ocasião da visita a Portugal daquele soberano britânico, em 1903. Projectada por José Luís Monteiro, a Feira Franca formava um complexo e divertido recinto de diversões, de forte pendor popular, que a par do cortejo cívico, complementava o formalismo dos actos oficiais das comemorações.



afonso ferreira às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Ricardo Alexandre deixou de ser director-adjunto da RDP, Maria José Oliveira deixou de ser jornalista do Público e Fernando Santos Neves deixou de ser reitor da Lusófona do Porto. Quase todos os envolvidos nestes casos abandonaram as suas funções, menos Relvas. (...) O mais provável é que todo o povo português se demita antes de Miguel Relvas.



afonso ferreira às 19:20 | link do post | comentar
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O pior da minha altura preferida do ano – os incêndios. Estava a jantar no restaurante e recebi as primeiras notícias da Madeira. Coisas que desaparecem para sempre – vidas, floresta, casas, edifícios. 



afonso ferreira às 01:04 | link do post | comentar
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012

O que distingue este ano dos outros é que nos anteriores percebia-se quando a silly season chegava.



afonso ferreira às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Só há coragem quando os vícios e as acções não são públicas.



afonso ferreira às 11:57 | link do post | comentar
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

O uso desonesto da palavra é um dos maiores flagelos da humanidade de hoje. António Quadros



afonso ferreira às 17:08 | link do post | comentar
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Ontem fui à manifestação na Assembleia a pedir a demissão do Relvas. Sou de direita, e por isso mesmo, um aldrabão de direita faz-me mais comichão que um de esquerda. Mais facilmente vou para a rua berrar contra quem tem o meu voto que nos outros. Encontar tantas pessoas de direita na manifestação fez-me ter esperança que o partidarismo agudo já não serve a todos.



afonso ferreira às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Um gajo acha que já viu tudo. Mas ver no blog que ele próprio, mais o Doutor Bernardo, fundou, alguém a defender um, digamos, diplomado em folclore com especialidade em telefonemas para jornalistas, aldrabices em inquéritos parlamentares e nomeações de camaradinhas para tachitos públicos e semi-publicos, é coisa para deixar um careca, como este cidadão, incomodado. Mas, se calhar, sou eu que estou enganado: o Dr. Relvas está a ser perseguido pela comunicação social. O Dr. Relvas até foi simpático com a comunicação social: levou imensa gente, com enormes qualidades, para o Governo e outras entidades do Estado, mas, claro, quem não foi com ele ficou ressabiado e vai de armar uma conspiração contra ele. Malandros



afonso ferreira às 09:36 | link do post | comentar
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012

Olho por olho, dente por dente ou curar a ferida com o pêlo do mesmo cão.



afonso ferreira às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Domingo, 15 de Julho de 2012

Se quer usar um programa para camuflar o seu IP é melhor usar um que não forneça números que estão na blacklist por fraude informática...



afonso ferreira às 11:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Cobra, com problemas de árvores e maças. Depois vem a prostituição.



afonso ferreira às 08:32 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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Sábado, 14 de Julho de 2012

 

 

Quando parámos no semáforo ela entrou pela janela, não mais de um palmo de abertura, amarela, a minha cor preferida, e tinha umas longas asas. Entrou, rodopiou, voltou atrás, tocou-me na face esquerda, e voou para fora do carro, pela mesma nesga da janela, no preciso momento em que o sinal passou a verde, desaparecendo na copa das árvores da avenida. Um momento poético, perfeito, circular, e que arriscava a mais baixa das probabilidades de ocorrer, não fossem os meus olhos e rosto testemunhas. É nestes momentos perfeitos para nos invadirem pensamentos mais altos que constatamos o quão destrambelhados estamos quando, em vez disso, o que nos saí é um a borboleta tocou-me! Não me digam que isto é uma mensagem de deus e vou morrer. Ó que merda, era só o que me faltava. Só a mim é que acontecem estas porcarias. Depois apercebo-me que não deste por nada, não viste o que aconteceu, as tuas mãos firmes no volante, o teu olhar sempre tão sereno atento à estrada e às luzes. Lembro-me da piada da conversa do naúfrago com deus, ainda olho mais uma vez pela janela, talvez à espera de ver a borboleta a rodopiar, mas ela desapareceu, vejo apenas tráfico e cidade, pouso a mão no teu ombro, aquele espaço entre a clavícula e o pescoço, faço uma festa e peço-te para ires mais devagar, nunca se sabe o que pode acontecer.



afonso ferreira às 01:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Por causa de duas queixas-crimes apresentadas por mim fui obrigado a fazer um processo com todas as provas, dados, comunicações, etc. É uma coisa de revoltar tripas, a lama em que algumas pessoas (sobre)vivem, aquilo de que são capazes, a falta de escrúpulos perante os outros. Aprende-se muito também, mas é indispensável um estômago resistente.



afonso ferreira às 00:29 | link do post | comentar
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

A arca de Pessoa afinal são duas. Um grupo de investigadores estrangeiros partiu à procura de Fernando Pessoa e encontrou um espólio de inéditos a ir desde a crítica ao salazarismo à prosa desconhecida de Álvaro de Campos, passando pelas milhares de folhas escritas guardadas religiosamente na Biblioteca Nacional.



afonso ferreira às 23:47 | link do post | comentar
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A minha história será, certamente, replicada por centenas por esse país fora, já que há, como eu, muito militante do PSD que não vê a sua militância como uma fé. Ontem, lia um outro militante dizer no Facebook que tinha vergonha de não ter nos órgãos de direcção do PSD quem denunciasse Relvas e "os casos" que o envolvem. Há, felizmente, quem o faça. Firmino Pereira, vice-presidente do PSD/Porto faz o favor de me representar a mim e a tantos outros militantes do PSD que não aceitam que a mediocridade se perpetue em cargos de responsabilidade política. Sou militante do PSD. Mas não sofro de partidarite nem defendo clientelas. Muito menos coloco o partido acima da minha dignidade pessoal. E um indivíduo que depois de fazer uma licenciatura nas circunstâncias em que fez vir dizer-me que sempre levou uma vida na procura do conhecimento está, no mínimo, a insultar a minha inteligência



afonso ferreira às 21:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Um ministro apanhado num licenciatura fast forward a nortear a sua vida pela procura do conhecimento permanente; gente psicótica e mentirosa a acusar os outros dos seus crimes; tudo indignado, e com razão, mas sem perceber que mais vale serem apanhados e ficarmos indignados do que à solta para mais prejuízos – é fascinante a falta de escrúpulos, o silêncio não é mais que um sinal claro da covardia enfiada no saquinho. 



afonso ferreira às 21:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Uma vez que em boa verdade os homens apenas se interessam pela sua opinião própria, qualquer indivíduo que queira apresentar uma dada opinião trata de olhar para um lado e para o outro à procura de meios que lhe permitam dar força à posição, sua ou alheia, que defende. 
As pessoas servem-se da verdade quando ela lhes é útil, mas recorrem com retórica paixão à falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilusão de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de diversão, a aparência de unificar aquilo que se apresenta como fragmentário. A princípio, quando me apercebia de tais situações, ficava incomodado, depois passei a ficar perturbado, mas tudo isso suscita-me hoje um prazer malicioso. E prometi a mim mesmo que nunca mais volto a pôr a descoberto esse tipo de procedimentos. Goethe



afonso ferreira às 21:10 | link do post | comentar
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