Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

 

A semana finda com uma ida à feira de livros em saldos. Ataco as prateleiras na senda de aumentar a minha colecção de autores portugueses e na primeira ronda encontro vários volumes susceptíveis de serem adquiridos. Quanto aos preços deparei-me com critérios fora do vulgar. Alexandre O'Neill e João Pereira Coutinho a 2.50€, Manuel Alegre a 5€ e Rodrigo Moita de Deus a 6€. Alas políticas à parte, fiquei sem perceber esta inflação de preço de Moita de Deus perante os outros autores, até porque o Manuel Alegre era o única a ostentar capa dura. Depois de medir e pesar os volumes para averiguar o melhor rácio tamanho/qualidade/preço, acabei por optar pelo O'Neill por duas razões. A primeira é que tenho a felicidade de morar no mesmo prédio onde outrora viveu o escritor, facto que aliciou-me no momento da compra face à perspectiva de levar o O'Neill para casa no duplo sentido. Sempre gostei de actos simbólicos desta natureza. A outra razão é estar num momento de introspecção social, vulgo falta de paciência, e dos quatro é o único que está morto e é sabido que um defunto chateia muito menos que um vivo.

 

 

* post corrigido sob a nova lei de recolher obrigatório de cinco horas de sono por noite.



afonso ferreira às 01:23 | link do post | comentar
|

2 comentários:
De Cristina a 18 de Abril de 2011 às 10:40
Curiosos, os critérios de escolha! Devo dizer (ou melhor: escrever) que me despertaram um belo dum sorriso! Mas o golpe de misericórdia foi dado pelo último... até porque andava sem saber o que chamar à minha falta de paciência. Talvez por considerar ser pouco cortês a resposta "falta-me a paciência" quando questionada acerca de determinados factos dela resultantes.


De afonso ferreira a 19 de Abril de 2011 às 02:25
"Momento de introspecção social" nunca falha. vá por mim, Cristina.


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