Terça-feira, 24 de Julho de 2012

Acusaram-me de ser mitómano pela primeira vez. Toda a vida fui acusado e tive problemas exactamente com o contrário, detesto a duplicidade, a falha no discurso, a mentira proveitosa, a história mal contada, o carácter frouxo. E nem sempre sou meigo quando aponto o dedo, para dizer a verdade raramente sou, ao ponto de já ter perdido a razão só pela forma como reagi. Tive dezenas de problemas e situações que nasceram sempre da mesma premissa, uns acabaram bem, muitos acabaram terrivelmente mal com amizades perdidas e comigo a bater portas no trabalho. Sei que é talvez a minha principal característica e talvez a que mais me orgulhe e defina, mas também o meu calcanhar de Aquiles, é onde tentam acertar para me atingir o coração, é a única coisa que é capaz de me fazer sofrer. De tal forma esta premissa é constante que já inventei frases para minha lápide a gozar com o assunto. Quando me acusaram de mitómano confesso que tive de ler sobre o assunto, tinha só uma ideia vaga do significado da palavra ou o sentido em que podia ser proferida. E só quando acabo de pesquisar e ler sobre percebo finalmente que a condição (doença) psicológica assenta como uma luva a a quem me acusou e que no fundo é só mais uma situação igual a todas as outras. 



afonso ferreira às 06:17 | link do post | comentar
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2 comentários:
De Fátima Soares a 24 de Julho de 2012 às 12:26
Eu diria que o título do post de baixo assenta a matar aqui. Geralmente é assim. As pessoas gostam de apontar aos outros, as patologias de que sofrem. Muitas delas crónicas (para agravar). Motivo de preocupação? Nenhuma. Por essa que tem essa ideia, de certeza haverá dez que a contrariarão. O que faz de si uma pessoa notável, acima disso e muito mais. E o que nos importa não deve ser unicamente a nossa consciência? Boa semana!


De Fátima Ribeiro a 24 de Julho de 2012 às 17:27
Desconhecia o termo. Estamos sempre a aprender :)


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