Quinta-feira, 18 de Março de 2010

...há dez anos e o motivo para ter desobedecido à ordem era por si só já suficientemente grave – excesso de álcool. À luz dos últimos acontecimentos não deixo de ponderar se merecia ter levado um tiro ou se seria suficiente cumprir a pena correspondente ao acto de crime por desobediência. A julgar pela maioria dos 436 comentários a este post no Jugular, já estaria a passar férias no inferno há uma década. 



afonso ferreira às 22:23 | link do post | comentar
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6 comentários:
De Sandra a 18 de Março de 2010 às 22:49
É incrível a facilidade e rapidez com que se crucifica uns e outros...

SB


De marina malheiro a 19 de Março de 2010 às 01:05
Ou então estaria num sítio nada aprazível e que, como jornalista, deveria visitar- o Centro de Medicina e Reabilitação do Alcoitão.


De afonso ferreira a 19 de Março de 2010 às 01:38
Jazistica, eu desobedeci a uma ordem policial, não tive um desastre. De qualquer forma nunca teria a hipótese de passar férias no Centro de Alcoitão (que conheço) porque entretanto a polícia tinha-me oferecido uma bala de recuerdo...
A pena máxima para um caso desta natureza é a prisão até dois anos ou coima que pode atingir o valor de 2500 euros. O problema é que parece que há quem defenda que isso deveria ser substituído pela pena de morte. Foi o que aconteceu ao jovem que morreu.


De marina malheiro a 19 de Março de 2010 às 11:36
Caro Homem na Cidade,
isenção e objectividade são caractarísticas que um bom jornalista deve ter. Neste caso tão mediático os factos são: alguém não parou numa operação stop e alguém deu um tiro mortal. Agora, será feito um inquérito e consequentemente o caso será julgado.
Não nos cabe a nós, cidadãos, fazer julgamentos de ambas as partes. Podemos opinar mas não julgar.
Melhores cumprimentos,


De afonso ferreira a 19 de Março de 2010 às 11:51
Cara Jazistica,
Isenção e objectividade? Julgamento? A lei é bastante "objectiva": as armas de fogo só devem ser utilizadas em casos extremos onde os recursos não funcionam. Não parar numa operação stop não me parece que seja caso para levar com um bala. E tal como disse no post e no comentário anterior, eu próprio já cometi esse crime e preferia cumprir a pena de prisão ou coima a morrer. No entanto parece que a opinião da maioria das pessoas é contrária (v. caixa de comentários do Jugular). A maioria defende que não parar num stop justifica morrer e que o polícia inexperiente fez o que devia. Eu sou a favor da lei e do julgamento mas a chatice é que o condutor já está morto. Que este caso sirva para pensarem duas vezes antes de puxar o gatilho. O que é mais importante afinal, não parar num stop ou a um vida humana? E se fosse consigo, se estivesse ao volante e cometesse uma infracção?
Com os melhores cumprimentos


De marina malheiro a 20 de Março de 2010 às 11:32
Caro Homem na Cidade,
a vida humana obviamente está acima de Tudo. Tréguas, ok? Esperemos que seja feita justiça.
Espero que tenha assistido ao magnífico concerto de ontem - Rua da Saudade.
Melhores cumprimentos,


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