Terça-feira, 08.05.12

Mais de 500 obras literárias estão disponíveis para download gratuito no portal Universia Brasil. Ao todo foram publicados 521 arquivos em formato PDF, que pode ser lido em computadores, tablets e e-readers. As obras são dos mais variados estilos: há desde biografias de cineastas até textos científicos sobre comunicação, passando, claro, por grandes clássicos da literatura.


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Terça-feira, 01.05.12

(...) como se aquilo que eu escrevesse mudasse alguma coisa. Não muda. Sou apenas um homem que faz livros, preso por um contrato que assinei sem ler, como de costume, a uma editora que me não agrada. Não tenho grandes ilusões. Nem pequenas, aliás. A árvore, em frente da minha janela perdeu as folhas: ramos torcidos, sombras de pássaros nem sonhar. Eu reflectido no vidro, sentado a esta mesa. Esferográficas, páginas, uma lupa, porque as primeiras versões são numa letrinha minúscula que, por vezes, me custa ler. Trago uma espada no peito. Volta e meia torce-se nos pulmões. E lá está a crónica a resistir. Não quer ser feita, tem a consciência de não valer grande coisa. E, mesmo que valesse grande coisa, o que valia? Não há imortalidade: há o silêncio que se vai espessando à volta de um nome, até o nome desaparecer por inteiro. E, até desaparecer, tanta inveja, tanta mesquinhez, tanta patetice. Para quê? A nossa existência é um pequeno evento pedestre: quem se rala? Os outros, por muito que nos queiram, estão de fora. E, depois, partem, construindo-se uma nova alma. Aqueles de quem gostei tornaram-se ausências que se estreitam. Continuo a lembrar-me deles: vai doendo menos. Vai doendo menos? Vai doendo menos. Quem se lembrará de eu pequeno?

 

 


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afonso ferreira às 12:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Quarta-feira, 11.04.12

A primeira campanha do Bairro dos Livros acontece este mês e pretende celebrar a Revolução dos Cravos. Durante esta campanha, todos os livros considerados “perigosos” vão manter o desconto de 20% durante todo o mês. “Abril é o mês da liberdade e, embora muitos não se recordem, houve tempos em que alguns livros eram mesmo proibidos”.


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afonso ferreira às 23:09 | link do post | comentar
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Quarta-feira, 11.01.12

The Guggenheim Museum has digitized a ton of its out-of-print publications and is offering them free. This is a treasure of art literature as well as great book cover design.



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afonso ferreira às 00:38 | link do post | comentar
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Domingo, 14.11.10

 

 

Fernando Pessoa, Poeta na hora absurda, de Mário Sacramento

Cartas de Inglaterra, de Eça de Queirós

, António Nobre


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afonso ferreira às 23:49 | link do post | comentar
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Quinta-feira, 19.08.10

Viajar também pode ser isto – ter tempo para ler. Passar horas a viajar na ficção, desbastar a pilha de letras que espera pacientemente pelos dias mais longos. Com o magnífico Apocalipse dos trabalhadores de Valter Hugo Mãe fui a Bragança. Não satisfeito decidi atacar O Remorso de Baltazar Serapião do mesmo autor e mergulhar no português mediaval. Confesso que há muito tempo não esbarrava num livro tão forte e bem construído. Depois segui para a África do Sul, Cidade do Cabo, anos 70, com Verão de J. M. Coetzee. Ainda o estou a mastigar sem conseguir decidir se é um livro inteligente mas enfadonho ou só enfadonho. Atravessei o atlântico e aterrei em Nova Iorque com o Perturbações atmosféricas de Rivka Galchen (este livro obrigou-me a pedir ajuda na livraria ao Irmão Lúcia correndo o risco de ser brindado com um post humilhante com a minha interpretação fonética do nome da autora). Se a crítica prometia uma revelação e uma mistura bem conseguida entre ficção e ciência, o livro oferece demasiadas distracções e recursos estilísticos para permitir-me dar uma nota elevada. Atravesso novamente o oceano para a versão de Pedro Mexia do Agora a sério de Tom Stoppard. Casais, rupturas, teatro. Não fiquei muito emocionado, de qualquer forma fiquei com pena de não ter visto a peça no Teatro Aberto. Do norte sigo viagem para o sul com A feira dos assombrados de José Eduardo Agualusa passado em Angola num rio que fica infestado de cadáveres. De tal forma envolvente que não duvido que cheirar as páginas impressas deste livro pode ter sido o mais próximo que estive do inesquecível cheiro de África. Por último, uma descida aos infernos no gueto judaico na Polónia com os Anagramas de Varsóvia de Richard Zimler que, infelizmente, revelou ser uma desilusão a todos os níveis. 


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afonso ferreira às 01:07 | link do post | comentar | ver comentários (4)
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Terça-feira, 06.07.10

 

Na literatura e no mundo das ideias somos susceptíveis a apaixonarmo-nos pelos textos e ideias do outro tal como na vida para além das letras. E como na confusa vida real a desapaixonarmo-nos. O que antes parecia excelente pode parecer hoje uma construção patética, o erudito transforma-se numa amálgama de citações e ideias emprestadas, a profundidade revela-se uma bóia desesperada. A literatura imita a vida ou a vida é um folhetim? 


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afonso ferreira às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Quinta-feira, 24.06.10

 

 

 

Esta é uma história de que Alberto Caeiro gostaria. O Saramago da Azinhaga cresceu e a sua imaginação acabou por abarcar tudo de todas as maneiras. Padres barrocos e voadores, blimundas e baltasares, uma península que se desprende mar adentro, uma palavra mudada num livro, um poeta pela cidade em busca do poeta que o inventou, a cidade onde todos ficam cegos, um funcionário opaco numa conservatória do registo civil, um messias relutante e revoltado, um elefante em viagem, tudo. E mais polémicas, e indignações, e ideais, e o planeta e a humanidade e tudo. E depois ele mesmo, e um amor encontrado que nem na imaginação dele caberia, e uma mudança para uma ilha estranha, vulcânica. Nessa ilha construiu a sua casa, que com orgulho dizia ter sido feita apenas com as suas histórias, as suas ideias, as suas palavras. O Saramago da Azinhaga e o mundo que ele fez com vinte e poucas letras do alfabeto.

 

Rui Tavares

 

 

Seria justa a presença de um Presidente no adeus ao Nobel; mas não este: Cavaco e Saramago não quereriam cruzar-se mais. Nem mortos. E se Cavaco poderia ser obrigado - por dever profissional - a comparecer, neste caso o "interesse nacional" não se sobrepõe à vontade de Saramago.

Rui Passos Rocha


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afonso ferreira às 02:26 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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Segunda-feira, 22.03.10

"(...) Eva convenceu-se que sim, fomos felizes nos primeiros tempos, afirma, e é só nisso que quer acreditar, às vezes desculpa-se, a felicidade nunca é o que se imagina, fomos felizes só que a felicidade não se descreve, não se toca, não se vê, claro que se esquece dos pequenos gestos em que a felicidade tem por hábito denunciar-se, flores compradas num sábado de manhã, uma caixa de bolos presa por um cordel no domingo à tarde, nunca fizeram isso, não foram felizes nem na pequena medida com que a felicidade contenta os que dela precisam, apesar de Eva dizer que sim, se calhar por se ter esforçado muito. Eva esforçou-se muito em tudo, trabalhava de noite e dia, ele andou por muitos empregos mas a maior parte do tempo estava em casa, fechava as janelas e deixava-se ficar protegido dos outros, por ingenuidade pensava que os podia enganar desta maneira, ainda era um aprendiz da arte que veio a ter, ter outras vidas é um trabalho que exige experiência, quando saía à rua as vizinhas cochichavam, não faz nada, nunca vi tanta preguiça, a coitadinha merecia bem melhor mas quem corre por gosto não cansa, o dono do café olhava-o enojado, um homem não se deixa sustentar pela mulher, foi o agouro dos olhos da mãe que os perdeu, no tempo que passava em casa podia ter feito o jantar, ter escrito amo-te no armário da casa de banho, ter comprado um ramo de flores, podia ter feito tantas coisas que aliviassem o cansaço, que a compensassem da má escolha, mas deixava-se sempre ficar a ver televisão , deitava-se no sofá e lia revistas aos quadradinhos, comia bolachas de água e sal, Eva apesar de tudo enternecia-se, pareces um miúdo, nunca soube que demorava-se a tomar banho, a barbear-se, detinha-se em qualquer coisa, conhecia perfeitamente os passos dos vizinhos de cima, sabia a quem correspondiam, à mãe, ao pai, a cada um dos filhos, é difícil reconhecer os passos de cinco pessoas, são precisos muitos dias atentos, e depois havia outras coisas, por exemplo, as nódoas na alcatifa, ordenava-as por tamanhos, antiguidade e origem, também sabia as horas a que o sol batia na jarra de vidro martelado, dias inteiros fechado à espera que Eva voltasse"

 

Campo de Sangue, Dulce Maria Cardoso


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afonso ferreira às 00:35 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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Sábado, 20.03.10

 

Estava tudo muito bem e depois a casa morreu. Primeiro as luzes e os aquecedores, o computador continuou a cantarolar mais uns segundos até finar também. Uma morte silenciosa sem o estrondo no quadro eléctrico, habitual nas casas antigas com instalações inadequadas à tecnologia frenética actual. A pensar que faltava o estoiro, abri a caixa do contador e estava tudo muito bem como um relógio congelado a mostrar a hora exacta da catástrofe. Raios que não paguei a conta da luz. Uma ida à loja do cidadão e uns telefonemas depois verificou-se que não sou um desmazelado e de madrugada mando vir o piquete de urgência.

Uma casa morta é uma coisa muito triste sem o barulho de animal zangado do frigorífico, o mostrador das horas na box, a infinidade de coisas banais que são invisíveis excepto quando falham. Portanto, temos velas e a única coisa que nos ocorre fazer até vir o piquete é ler. O piquete que há-de chegar e ter uma longa conversa sobre a confusão que lhe provoca o espaço temporal intermédio, entre uma coisa e outra. Por exemplo, o velho teatro romano, o que aconteceu entre o tempo em que foi construído e o presente, Mas quem é que enterrou aquilo?, pergunta ele no alto do escadote com o fusível na mão que chama de boneco. Mas por agora o piquete ainda não chegou e há que ocupar o tempo.

E aqui começa o problema, olhamos para a pilha de letras e temos de eleger um livro compatível com a situação adversa que estamos a viver. O teste da vela é importantíssimo como indicador da qualidade da prosa tal como o algodão branco no soalho. A quantidade de velas também é um factor fulcral na avaliação final. Depois de muito hesitar escolho um para companhia.

Cumpre-me comunicar que Campo de Sangue de Dulce Maria Cardoso passou com distinção, uma hora e meia com a luz tremelicante de três velas, e só não continuei o teste porque a palavra fim acendeu.


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afonso ferreira às 15:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Sexta-feira, 12.02.10

 

É por causa de textos deste calibre que eu penso que é uma urgência nacional a Isabela Figueiredo lançar outro livro. Ouviu, Sr. Simões?


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afonso ferreira às 16:12 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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I.

Afazeres vários obrigaram-me a adiar para hoje o relato dos lançamentos de quarta-feira à noite. Casa de partida: lançamento do livro Aula de Poesia do Eduardo Pitta na Fnac. Excelente apresentação do Pedro Mexia, concisa e interessante, revelando que fez o trabalho de casa. A sala não estava a abarrotar mas esteve bem frequentada. Marcaram presença várias jugulares, caras conhecidas do mundo literário, bloggers anónimos-famosos, etc. Infelizmente embirro solenemente com o auditório/café da Fnac do Chiado. Muito barulho, muita distracção e aquela sensação deprimente de estar num centro comercial apesar de tudo. Este livro merecia melhor sítio para a apresentação (e hora também, que 18h30 é cedíssimo para quem labuta). Quanto ao livro propriamente não posso tecer comentários por agora, vai ser a minha leitura este fim-de-semana.

 

 

II.

Avanço uma casa e sigo para o Museu de Arte Antiga para o lançamento do valter hugo mãe - A máquina de fazer espanhóis (grande título). Logo à entrada do museu era distribuído um mapa com o percurso a realizar durante a noite. No hall do museu estava um barbeiro à antiga, cadeira e objectos vintage a condizer, para quem tivesse coragem de dar a carinha laroca à navalha. Eu lancei-me logo à cadeira. Para além da navalhada nas bochechas era possível falar com o autor, lá andava ele a cirandar pelo hall com ar cândido. A apresentação foi entregue a Lobo Antunes, milagre raro, ter aceitado o convite, ele que ganhou esta segunda-feira o Prémio de Melhor Ficção Narrativa, área de literatura, da SPA e enviou o Vitorino receber o dito e declamar um poema ao Sócrates. O ponto alto da apresentação foi o valter declarar que desejava viver com o Lobo Antunes, coisa difícil de explicar a quem não assistiu a isto ao vivo. Auditório à cunha, excelente trabalho da editora Objectiva. É refrescante ver pessoas tão entusiasmadas com a literatura como o editor, já tinha ficado com essa impressão há uns meses atrás no lançamento do livro de Medina Carreira e Eduardo Dâmaso. Depois da apresentação fomos convidados a visitar a exposição de objectos vários – de cds a desenhos – intimamente ligados à história do livro e ao autor. A noite finalizou com uma visita à colecção do museu com o privilégio de uma pequena palestra do Anísio Franco aos Painéis de São Vicente.


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afonso ferreira às 15:45 | link do post | comentar
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Sexta-feira, 22.01.10

 

 

Foi hoje o lançamento na livraria Pó dos Livros. Já li o livro, leio atentamente o blog Novo Mundo e tenho acompanhado na imprensa e nos blogs a polémica que provocou, portanto a minha ida ao lançamento justificava-se apenas pela curiosidade de conhecer e ouvir a Isabela.

Sala cheia, boa intervenção do público embora a confusão de algumas pessoas nas questões da colonização, guerra e racismo estarem (ainda) muito confusas. Não consegui evitar pensar que a plateia era constituída por pessoas que gostaram do livro e consequentemente concordam com a visão da autora, que tipo de debate poderia ter acontecido se metade discordasse? Pelas reacções violentas na blogosfera não teria sido um debate tão pacífico.

Concordasse ou não com algumas das opiniões expressas, a verdade é que não houve confrontos. E o tema do livro é polémico o suficiente para isso e muito mais.

Para além de bem escrito – Isabela escreve de uma forma crua, inteligente, irónica, com um humor subtil que raramente encontro – o livro desvenda o que era a vida na colónia e como foi vivido o processo de descolonização.

Ao vivo desapontou quem estava à espera de uma pessoa polémica ou com grandes "teorias". Isabela fala com convicção mas aparenta uma serenidade no discurso e uma segurança face à polémica. Simplesmente diz não reconhecer as opiniões dadas por anónimos nos blogs e fala dos Cadernos como uma visão pessoal que tentou cingir às memórias que guardou – partiu de Moçambique quando tinha doze anos.

Para além de ser um registo fundamental, é de salientar a enorme coragem para publicar o livro, sendo o mesmo em parte baseado na figura paterna e as suas observações sobre o racismo latente na altura serem um assunto ainda hoje tabu.

Dos Cadernos resta dizer que sabe a pouco, lê-se de uma assentada, apetece mais palavras depois da última página. É imperativo um novo livro rapidamente. A única coisa a apontar no lançamento foi a apresentação de Eduardo Pitta e do editor da Angelus Novus, embora interessantes, deixaram pouco espaço ao mais importante: ouvir a Isabela. Vinguei-me disso no fim ao falar pessoalmente com ela com o pretexto de um autógrafo no livro. Isabela prometeu um café. 

 

 

 A propósito dos Cadernos um excelente texto de Rui Bebiano no blog A Terceira Noite.

 

E os comentários e desenhos do Irmão Lúcia.


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afonso ferreira às 01:59 | link do post | comentar
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Terça-feira, 12.01.10

 

O esgotadíssimo livro "Contos proibidos - Memórias de um PS desconhecido" de Rui Mateus está disponível aqui, em versão integral, via Tempo das Cerejas. Dou 5 segundos até estalar a polémica e ser retirado. É de correr a fazer o download.


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afonso ferreira às 17:02 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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Segunda-feira, 04.01.10

 

Há muitos acontecimentos que surgem na minha memória com extrema nitidez mas não sei dizer o dia exacto em que ocorreram. Mas há um dia, 26 de Outubro de 1998, que sei precisamente onde estava. Seguia num táxi e passava pelas Amoreiras. Um glorioso dia de sol, o outono avançava timidamente, e, no rádio, a notícia da morte de José Cardoso Pires. Recordo a sua partida como quem recorda a de um parente. O autor de um dos livros da minha vida – Alexandra Alpha – desaparecia e, com ele, a oportunidade de lhe fazer uma pergunta. A primeira vez que li o livro tinha treze anos, voltei às suas páginas muitas e muitas vezes nas duas décadas seguintes. Foi decisivo para compreender a geração dos meus pais e, mais do que o início da percepção da situação política e social do país onde nasci, percebi as angústias, sonhos e pensamentos daquela geração. Deixou outro livro, o derradeiro, De Profundis, Valsa Lenta, que haveria de comover-me até às lágrimas pelo facto de uma pessoa próxima ter passado pelo mesmo. Quando recuperou a consciência, depois de um AVC fulminante, foi a primeira coisa que lhe levei. Cheguei ao quarto do hospital com o livro na mão e vi-o, pela primeira vez, a chorar compulsivamente. Fiquei com o livro a abanar no ar sem saber se era um mau ou bom sinal – uns dias antes nem reconhecia o seu próprio braço esquerdo (de quem é este braço, este que aqui está na minha cama, perguntava com ar aflito a apontar com a cabeça na direcção do próprio braço). Nesse cenário devastador, chorar, ter consciência da situação, é uma bênção, pensei, tentando apaziguar os meus fantasmas. E ainda há outro livro, Lisboa, Livro de Bordo, que amo para além de uma explicação racional. Um passeio muito mais longo que o simples percurso de ruas e lugares, uma aventura pela memória onde foi feliz. Serve este post para divulgar que a 16 de Janeiro, Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes e Júlio Pomar, entre outros, vão estar no São Luiz a recordar o autor; que a 23 de Janeiro celebra-se o 50º aniversário da publicação O Render dos Heróis e a 30 de Janeiro o 30º aniversário da publicação de Corpo Delito na Sala de Espelhos. Vai ser bom, mas não é a mesma coisa. Gostava era de perguntar pessoalmente qual era a verdadeira intenção da Alexandra ao levar o dotorzinho à Vila Berta, o que pensava enquanto tinha relações debaixo da nespereira e desvendava a traição. Esta questão atormenta-me há vinte anos e eu não tive oportunidade de lhe perguntar.

 


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afonso ferreira às 19:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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