O amor e a amizade excluem-se mutuamente, a inimizade pode ser tão cordial quanto a amizade.
O choque causado pela dor emocional de uma perda repentina ou uma notícia inesperada liberta uma descarga de hormonas no organismo, como a adrenalina e a noradrenalina. Um stress emocional repentino pode provocar danos graves ao coração, muito semelhantes ao enfarte, com a diferença que pode ser reversível. Na maioria das vezes, os pacientes recebem o diagnóstico errado de ataque cardíaco, quando, na verdade, estão a sofrer uma contínua descarga de adrenalina na corrente sanguínea, que abala o coração produzindo sintomas típicos de enfarte como dor no peito e dificuldade de respirar. Os primeiros relatos da síndrome do coração partido surgiram no Japão, no início dos anos 90. A síndrome do coração partido é conhecida cientificamente como Acinesia Apical, mas foi batizada pelos japoneses como Síndrome de Takotsubo, ou Síndrome da Armadilha de Polvo, porque suas imagens no cateterismo cardíaco assemelham-se às armadilhas usadas pelos pescadores para apanhar polvos.
The Guiding Light debuted as an NBC radio serial on January 25, 1937
A estupidez. Um factor importante na construção do enredo.
Tenho palavras e palavras para te oferecer.
I started out in search of ordinary things
How much of a tree bends in the wind
I started telling the story without knowing the end
I used to be darker, then I got lighter, then I got dark again
Something to be seen was passing over and over me
Well it seemed like the routine case at first
With the death of the shadow came a lightness of verse
But the darkest of nights, in truth, still dazzles
And I woke myself until I'm frazzled
I ended up in search of ordinary things
Like how can a wave possibly be?
I started running, and the concrete turned to sand
I started running, and things didn't pan out as planned
In case things go poorly and I not return
Remember the good things I've done
In case things go poorly and I not return
Remember the good things I've done
Done me in
Cortaram as ruas na cidade por causa da manifestação na Assembleia da República e isso fez-me perder tempo. Entrei no taxi e fiquei contente por ter ar condicionado. A manifestação foi o mote para o início da conversa. Talvez na casa dos sessenta e cinco, cabelos brancos, a cantarolar. Retrato do taxista do dia. A primeira frase deixou-me a olhar para a janela e a pensar que era só o que faltava, apanhar com um reacionário numa altura destas. Tenho o stress a manifestar-se nas veias, o dia não está a correr bem, estou farto, mesmo farto de tudo mas nada digo. Continuo a arrastar o corpo de reunião em reunião, de trabalho em trabalho, de taxi em taxi. Esta semana senti-me mal duas vezes, sempre dentro de carros, e agora este gajo, um reacionário a dizer que estes tipos das manifestações são uns miseráveis. A dizer isto a mim que estou com uma vontade louca de ir gritar palavras de ordem para um sítio qualquer. Eu só quero é gritar e mas fico em silêncio. Eu devia ter desconfiado quando ligou ao filho e chamou-lhe filhote. Eu devia ter desconfiado que ele era das pessoas mais inteligentes com que me cruzei na cidade. Este homem não é um taxista, é um actor a declamar o papel da vida de todos os dias, a gozar com este Portugal pequenino, a achincalhar com o discurso da taberna aos bancos de jardim, a oferecer a digestão numa bandeja de prata. Uma lição rara de humor e inteligência. A conversa continuou com a pensão da viúva do Salgueiro Maia, a CGTP, os cargos vitalícios. No fim da corrida conversávamos animadamente. A teoria dele de fuzilamento em forma de código de barras para poupar balas, a defesa de que ninguém desconfia o que foi a revolução. Nessa altura já eu ria descontrolado a ver os olhos dele pelo espelho retrovisor. No fim despediu-se dizendo se descobrir o que é isso do 25 de Abril avise-me!
O supermercado estava irreconhecível, deitaram paredes abaixo, mudaram a disposição dos produtos, pessoas cabisbaixas. Uma fealdade pegada, dei meia volta com o cestinho e fui flirtar para outra freguesia.
Quatro meses. Em quatro meses é a primeira vez que entro aqui e pelo menos duas vezes ao dia passo à porta. Às vezes fico longos minutos a contemplar ao longe as árvores e quem entra e saí mas nunca transponho o grande portão. Para que não suceda o mesmo que à basílica, algo nefasto sobrepor-se ao desejo, decido entrar, percorrer o jardim lentamente, respirar, sentar na relva, fazer umas festas aos cães. Um pouco de Verão. Ao fundo, num banco ladeado por duas árvores, está um casal. Ela sorri docemente, ele coloca amiúde a cabeça entre as mãos, algo não está bem. São os dois bonitos e jovens, ela de caracóis e vestido veranil, ele de barba, camisa branca, gravata azul. Têm os corpos muito juntos, adivinha-se a intimidade, ele tem gestos de falência, de desespero, ela inclina-se para o seu lado. Agora só há este jardim, este banco e esta conversa. Algo corre mal no paraíso.
Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. Paulo Nozolino 1 de Julho de 2010
Na literatura e no mundo das ideias somos susceptíveis a apaixonarmo-nos pelos textos e ideias do outro tal como na vida para além das letras. E como na confusa vida real a desapaixonarmo-nos. O que antes parecia excelente pode parecer hoje uma construção patética, o erudito transforma-se numa amálgama de citações e ideias emprestadas, a profundidade revela-se uma bóia desesperada. A literatura imita a vida ou a vida é um folhetim?
Encontrado num passeio pelo Twitter: "DN" em dificuldades paga estacionamento a coordenador.
Saudades. O que estraga tudo são as saudades.
Isto não é calor. É uma cidade a arder.
Ilha do Sal
Se acredita em tudo o que lê no blog, o melhor é não o ler.
Passei o jantar a namorar com o olhar uma futura paixão.
Em vez de falar do Estoril FashionArt obrigam-me a escrever sobre os desacatos ocorridos nas praias da linha esta tarde. Eu, que por acaso estou no Estoril, já ouvi falar em arrastões, confrontos entre gangs, crime nas praias e nas esplanadas. Mal posso esperar para ver os telejornais. Mesmo sem ver as notícias não tenho dúvidas que a Diana Andringa vai ter material para mais um documentário.
Uma vez idiota, é muito difícil deixar de o ser.
Esta manhã apanhei em cheio a parada da polícia nos Jerónimos e uma abelha no autocarro.
Caro dj, todos os dias ouço o seu set e reconheço-lhe um talento inato para misturar música clássica e dióxido de carbono de uma forma sublime. Com a chegada do calor é com verdadeiro deleite que usufruo do seu trabalho nos pisos -4. Não deixo de ficar apreensivo, no primeiro post que lhe dedico faço um reparo quando os elogios são tantos ainda por fazer. Admito que o problema é meu e nunca culpa da sua play list cuidadosa mas não sei o que lhe passou na cabeça para passar cravo às dez da manhã. Cravo, ar rarefeito e pneus a chiar é o suficiente para ficar intragável para o resto do dia e ninguém conseguir aturar-me. Venho desta forma humilde pedir-lhe como admirador e divulgador da sua obra: ao menos não pode passar o cravo às dez da noite?
a minha língua é a pátria portuguesa
coisas extraordinárias do gabinete
grandes crimes sem consequência
pequenas ficções sem consequência
LEITURAS
Agora e na hora da nossa morte - Susana Moreira Marques
Caixa para pensar – Manuel Carmo
Night train to Lisbon – Pascal Mercier
CIDADES