Faço contas por alto e tento precisar quantas horas dormi nos últimos três dias. Dez dedos chegam e sobram. Tento também enumerar as coisas fantásticas que consegui realizar com tanto tempo a mais entre mãos mas desisto. Vamos na quarta noite sem sono e tirando o pastel de nata esborrachado no bolso do casaco (não vale a pena perguntarem que eu não quero falar deste desastre), continuo sem avistar efeitos colaterais.
a minha língua é a pátria portuguesa
coisas extraordinárias do gabinete
grandes crimes sem consequência
pequenas ficções sem consequência
LEITURAS
Agora e na hora da nossa morte - Susana Moreira Marques
Caixa para pensar – Manuel Carmo
Night train to Lisbon – Pascal Mercier
CIDADES